sábado, 12 de fevereiro de 2022

Quer melhorar a Educação? Comece pela qualificação e valorização do professor(a)


 

Quer melhorar a Educação? Comece pela qualificação e valorização do professor(a).

  

 

Estamos vivendo a cultura da violência. Se quisermos mudar essa constatação é importante reconhecer o papel da educação, porque através dela podemos conseguir um desenvolvimento de pessoas com mais autoestima e autonomia. As pessoas com autoestima elevada geralmente buscam formas mais eficiente de lidar com as adversidades da vida, investindo em um mundo melhor. Afinal, todo ser humano tem a semente do bem e antes que a vida o corrompa para o mal existe a oportunidade através do conhecimento de o bem nele imperar. Para tanto, é preciso esclarecer o conceito do bem. O bem, em se tratando do ser humano, significa construir pessoas com o sentido ético para a vida. Ética no sentido de “ter cuidado”: com os semelhantes, com a natureza, com os animais, com as coisas do mundo material e espiritual e o cuidado consigo mesmo. 

 É bom reconhecer que o principal motivo da violência que impera em nossa sociedade está associado às injustiças do sistema, que valoriza uns em detrimento de outrem. A nós, professores, não cabe o papel de pacificar a luta entre os dominadores e os oprimidos, mas de fazer os opressores entenderem que o direito à vida é para todos.

 Para tanto, os educandos precisam mais que informação de conteúdo que levaria a passar nas provas e levar vantagens no mundo empreendedor. A Escola não pode privá-los(as) do desenvolvimento emocional, social e espiritual. Assim, a Instituição educação deve contribuir para a cultura da paz, condição indispensável para o progresso do ser humano. Não pode ter o(a) professor(a) em sua prática, apenas o papel de transmissor(a) do conhecimento, mas uma busca do ideal holístico que vai além de aprender, mas a ser e a conviver.

Nesse contexto, o educador é o personagem que precisa se conhecer cada vez melhor e a partir daí também ir se aprimorando no exercício da sua profissão, principalmente quanto ao desejo de ser solidário, entendendo que seu aluno é um ser em formação e saber que na Escola o trabalho tem que ser recíproco e dialético. Espera-se que cada um se disponha a dar sua contribuição para um melhor resultado.

  As ideias, métodos e ações de todos com o mesmo objetivo, precisam ir além do conteúdo transmitido e quando isso acontece, atinge-se o processo educacional, que deverá também se preocupar com a formação dos professores, munindo-os de ferramentas atualizadas no âmbito do conhecimento.  Têm nossos educandos o direito a uma educação integral, uma educação que os ajude a crescer antes de tudo como seres humanos, em lugar de se lhes impor um regime alienante.

 Todavia, a mudança na educação não passa apenas pela formação ou qualificação dos educadores. É preciso, antes de tudo, ter uma consciência ética. Quando o educador tem oportunidade de ministrar o conhecimento com qualidade de alma reconhecendo que todos os seres humanos estão em constante oportunidade de evolução, o estar juntos passa a ser de compartilhar, deixando de ter atitudes de punição, mas sim de conquista, para ajudá-los(as) a saber escolher o melhor para suas vidas.

Assim, é também a partir do reconhecimento da importância da formação do(a) professor(a), que podemos afirmar: “quer melhorar a educação, comece pela qualificação do  professor(a)”, e portanto oferecer com certa frequência encontros para troca de experiências, cursos em que se priorize o desenvolvimento pessoal para que a partir daí o resultado no trabalho seja considerado real. Certamente, o que precisa ser oferecidos aos educadores é uma oportunidade de autoconhecimento, cursos de relações humanas e do cultivo da consciência, enfim oferecer oportunidades de melhorar-se e, consequentemente, tornar-se agentes de uma transmissão viva de valores positivos.


 

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