Quer melhorar a Educação? Comece pela
qualificação e valorização do professor(a).
Estamos vivendo a cultura da violência. Se
quisermos mudar essa constatação é importante reconhecer o papel da educação,
porque através dela podemos conseguir um desenvolvimento de pessoas com mais
autoestima e autonomia. As pessoas com autoestima elevada geralmente buscam
formas mais eficiente de lidar com as adversidades da vida, investindo em um
mundo melhor. Afinal, todo ser humano tem a semente do bem e antes que a vida o
corrompa para o mal existe a oportunidade através do conhecimento de o bem nele
imperar. Para tanto, é preciso esclarecer o conceito do bem. O bem, em se
tratando do ser humano, significa construir pessoas com o sentido ético para a
vida. Ética no sentido de “ter cuidado”: com os semelhantes, com a natureza,
com os animais, com as coisas do mundo material e espiritual e o cuidado consigo
mesmo.
É bom
reconhecer que o principal motivo da violência que impera em nossa sociedade está
associado às injustiças do sistema, que valoriza uns em detrimento de outrem. A
nós, professores, não cabe o papel de pacificar a luta entre os dominadores e
os oprimidos, mas de fazer os opressores entenderem que o direito à vida é para
todos.
Para
tanto, os educandos precisam mais que informação de conteúdo que levaria a
passar nas provas e levar vantagens no mundo empreendedor. A Escola não pode
privá-los(as) do desenvolvimento emocional, social e espiritual. Assim, a
Instituição educação deve contribuir para a cultura da paz, condição
indispensável para o progresso do ser humano. Não pode ter o(a) professor(a) em
sua prática, apenas o papel de transmissor(a) do conhecimento, mas uma busca do
ideal holístico que vai além de aprender, mas a ser e a conviver.
Nesse contexto, o educador é o personagem que
precisa se conhecer cada vez melhor e a partir daí também ir se aprimorando no
exercício da sua profissão, principalmente quanto ao desejo de ser solidário,
entendendo que seu aluno é um ser em formação e saber que na Escola o trabalho
tem que ser recíproco e dialético. Espera-se que cada um se disponha a dar sua
contribuição para um melhor resultado.
As ideias,
métodos e ações de todos com o mesmo objetivo, precisam ir além do conteúdo
transmitido e quando isso acontece, atinge-se o processo educacional, que
deverá também se preocupar com a formação dos professores, munindo-os de
ferramentas atualizadas no âmbito do conhecimento. Têm nossos educandos o direito a uma educação
integral, uma educação que os ajude a crescer antes de tudo como seres humanos,
em lugar de se lhes impor um regime alienante.
Todavia, a mudança na educação não passa
apenas pela formação ou qualificação dos educadores. É preciso, antes de tudo,
ter uma consciência ética. Quando o educador tem oportunidade de ministrar o
conhecimento com qualidade de alma reconhecendo que todos os seres humanos
estão em constante oportunidade de evolução, o estar juntos passa a ser de
compartilhar, deixando de ter atitudes de punição, mas sim de conquista, para ajudá-los(as)
a saber escolher o melhor para suas vidas.
Assim, é também a partir do reconhecimento da
importância da formação do(a) professor(a), que podemos afirmar: “quer melhorar
a educação, comece pela qualificação do
professor(a)”, e portanto oferecer com certa frequência encontros para
troca de experiências, cursos em que se priorize o desenvolvimento pessoal para
que a partir daí o resultado no trabalho seja considerado real. Certamente, o
que precisa ser oferecidos aos educadores é uma oportunidade de
autoconhecimento, cursos de relações humanas e do cultivo da consciência, enfim
oferecer oportunidades de melhorar-se e, consequentemente, tornar-se agentes de
uma transmissão viva de valores positivos.
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