Escola
é vida
A Escola precisa inovar, mas parece
impotente. Essa é uma luta que deveria fazer parte de todas as forças da
Escola, ou seja, direção, professores, pais.
Com boa vontade os resultados vêm.
Para
que aconteça a necessária mudança, já existem modelos com bons resultados em
projetos que vão além das salas de aula, por exemplo, o uso dos recursos da
tecnologia que para os alunos, com raras exceções, é uma função sem nenhum
esforço. Afinal, eles nasceram no meio dessa revolução tecnológica. Contudo, os
jovens precisam aprender a buscar o que realmente tem valor neste universo de
informações que se deságua sem tempo de reflexão e assimilações. É necessário
que eles sejam orientados para que possam aproveitar essa inovadora ferramenta.
Os educadores, por outro lado, esperam um bom aproveitamento desses recursos,
principalmente nos ambientes escolares.
Na
Escola, por exemplo, a pesquisa na internet sobre a importância de preservação
do meio ambiente, poderá ser colocada em prática. Há muitas orientações de como
cuidar da natureza. Há projetos que ensinam a cuidar de uma área verde. Isso
torna-se bastante útil quando professores e alunos aprendem a aproveitar áreas
ociosas da escola para cultivar hortas comunitárias, cuidar de jardins e
cultivar flores. É bom reafirmar que dentro de uma Escola convencional poderia
acontecer projetos, conforme o espaço físico que ela tenha. Essa seria uma
Escola dos novos tempos. Envolveríamos toda a Escola com os projetos, assim
como a comunidade no entorno, desenvolvendo modalidades de ensino diferenciados
de acordo com as demandas dessa comunidade.
Só
para citar outro exemplo da Escola que aproxima dos alunos, aplicando ensinos
profícuos, reais e não distanciados da verdadeira educação relato a seguir.
Todos os alunos gostam e já conhecemos o quão importantes são as excursões. As
excursões precisam ser planejadas com objetivos específicos, levando em conta a
oportunidade de socialização fora da escola, além de oportunizar um convívio
diferente, é uma ocasião em que os alunos podem observar o meio social, o meio
ambiente e receberem na prática orientações de como se comportar em espaços
públicos.
Os alunos que permanecem mais tempo na Escola,
no caso de tempo integral, demandam atividades variadas. Mesmo porque, nesse
caso, eles têm mais oportunidade de desenvolverem talentos, o que sem dúvida
complementaria sua formação como ser humano. Ademais, o aproveitamento do tempo
para projetos inovadores, dentro da realidade dos aprendizes, oportuniza a
criatividade abrindo a novos aprendizados. Isso os levaria a constatar que “o
impossível está no pensamento dos acomodados”. Cada momento, cada instante
precisa ser dedicado à formação de pequenos aventureiros no mundo da
criatividade.
Mas,
o que podemos fazer para que isso seja implementado? Ter vontade política para
mudar é o primeiro passo. É tão ruim ouvirmos que o Estado precisa construir
mais cadeias, quando sabemos que é preciso construir mais Escolas de qualidade,
estimuladoras e construtoras de talentosos aprendizes. Educar os jovens,
seduzindo-os para a concretização de sonhos precisa ser a ideologia das Escolas
que se propõem construir sujeitos autônomos e humanitários preparados para
desafios da vida.
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