sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Sociedade igualitária


 

Sociedade igualitária

 

Há que entendermos que a luta de classes existe e que precisamos fazer o quanto antes a tão almejada justiça social. Em uma sociedade marcada pela desigualdade não há espaço para as relações humanitárias. Gosto muito do que ouvi certa vez: “Dê a cada um o que é de direito, mas a todos o necessário”.  Afinal, a vida com melhor distribuição da riqueza traria a paz necessária para todos. Ingenuidade? Talvez, pois desde que o mundo é mundo, nunca tivemos a tranquilidade de assim viver, por isso mesmo o mundo em que vivemos já deu sinais de que está precisando ser revisto em seus valores.

Todos sabem que em algumas sociedades esta desigualdade não impera, portanto não é um sonho impossível. Temos o exemplo na maioria das sociedades indígenas. O índio não tem terra, a terra é comum a todos. Ninguém se apropria da informação para vender e não delega poder a ninguém; o chefe não dá ordens sendo então impossível ter repressão organizada.  O índio procura fazer tudo que precisa para não depender de outros, assim vivendo sem dependência. Satisfaz-se com o que tem e o necessário lhe basta, não acumula. O índio vive a sua “democracia” e a sua liberdade é o limite da liberdade do outro. Para mim, o maior valor da população indígena é viver com uma grande interação com a mãe natureza, respeitando a terra sem a ganância da apropriação, e sem dela tirar tudo sem limites. Faço ressalvas de posturas de alguns indígenas que são exceções.

Está em tempo de fazermos algumas reflexões e essa é a minha de hoje: teremos que nos reinventar para viver melhor, em harmonia com a natureza e com os outros. Caso isso não aconteça, destruiremos (como já acontece) o nosso habitat e ficaremos doentes e infelizes.  Se a vida pulsa todos os dias, toda a forma de vida do planeta tem o direito à pulsação. Enquanto houver vida, devemos ter esperança e primar pela distribuição mais equitativa, sem acúmulos desnecessários. Com esse sentimento, voltarmos juntos à vida e celebrá-la, juntamente com os demais seres vivos.

Pressupomos que a essência humana é boa, mas nas palavras de um filósofo “a sociedade a corrompe”. No entanto, ao tomarmos consciência disso é bom sermos tolerantes com o próximo. É bom que ajudemos uns aos outros para esse entendimento, e que cada vez mais pessoas evoluam para o respeito aos valores reais. Todos devem ser bem-vindos a um mundo novo com comportamentos novos, construindo uma sociedade inclusiva.


 

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