Sociedade igualitária
Há que entendermos que a luta de classes existe
e que precisamos fazer o quanto antes a tão almejada justiça social. Em uma
sociedade marcada pela desigualdade não há espaço para as relações
humanitárias. Gosto muito do que ouvi certa vez: “Dê a cada um o que é de
direito, mas a todos o necessário”.
Afinal, a vida com melhor distribuição da riqueza traria a paz necessária
para todos. Ingenuidade? Talvez, pois desde que o mundo é mundo, nunca tivemos
a tranquilidade de assim viver, por isso mesmo o mundo em que vivemos já deu
sinais de que está precisando ser revisto em seus valores.
Todos sabem que em algumas sociedades esta
desigualdade não impera, portanto não é um sonho impossível. Temos o exemplo na
maioria das sociedades indígenas. O índio não tem terra, a terra é comum a
todos. Ninguém se apropria da informação para vender e não delega poder a
ninguém; o chefe não dá ordens sendo então impossível ter repressão
organizada. O índio procura fazer tudo
que precisa para não depender de outros, assim vivendo sem dependência.
Satisfaz-se com o que tem e o necessário lhe basta, não acumula. O índio vive a
sua “democracia” e a sua liberdade é o limite da liberdade do outro. Para mim,
o maior valor da população indígena é viver com uma grande interação com a mãe
natureza, respeitando a terra sem a ganância da apropriação, e sem dela tirar tudo sem limites. Faço ressalvas de posturas de alguns indígenas que são exceções.
Está em tempo de fazermos algumas reflexões e
essa é a minha de hoje: teremos que nos reinventar para viver melhor, em
harmonia com a natureza e com os outros. Caso isso não aconteça, destruiremos
(como já acontece) o nosso habitat e ficaremos doentes e infelizes. Se a vida pulsa todos os dias, toda a forma
de vida do planeta tem o direito à pulsação. Enquanto houver vida, devemos ter
esperança e primar pela distribuição mais equitativa, sem acúmulos
desnecessários. Com esse sentimento, voltarmos juntos à vida e celebrá-la,
juntamente com os demais seres vivos.
Pressupomos que a essência humana é boa, mas nas
palavras de um filósofo “a sociedade a corrompe”. No entanto, ao tomarmos
consciência disso é bom sermos tolerantes com o próximo. É bom que ajudemos uns
aos outros para esse entendimento, e que cada vez mais pessoas evoluam para o
respeito aos valores reais. Todos devem ser bem-vindos a um mundo novo com
comportamentos novos, construindo uma sociedade inclusiva.
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