sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Podemos mudar o mundo?


 

Podemos mudar o mundo?

   

A pandemia que acomete o mundo veio para mostrar a nossa  conexão com tudo e com todos. Ou salvamos todos ou seremos sempre uma ameaça para todos. Estamos, sim, conectados e isto ficou muito claro. Não adianta ter ato pequeno de querer se salvar, até mesmo um país não estará bem porque o que importa é a cooperação de todos os países, já que estamos todos em dependência para voltar à vida, à “normalidade”.

A natureza humana é muito competitiva, mas a cooperação é a sobrevivência. Criaturas gananciosas, violentas, devem repensar suas condutas, pois a compaixão é que tem de imperar. No entanto temos assistido o enriquecimento de muitos, pena! A ambição os leva a  lucrar com as doenças que acometem a humanidade.  Espera-se que evoluam na espiritualidade e não apenas nas  vantagens materiais, afinal é melhor não esquecer que  prestaremos conta de nossas ações.

Nesse contexto, a generosidade é que  precisa estar em moda, mas que  não fique somente na ordem do discurso. Não pode ter uma conotação utópica. Na prática, há de imperar o amor, a compaixão, a partilha. Para isso, precisamos contar com a consciência cidadã, que dediquemos todos a matar a fome do outro, pois a ganância de alguns tem matado muitos.

Estamos mais conectados do que achávamos. O individual afeta o global, o modelo entrelaçado está à mostra, nada é separado. A ciência nos prova que estamos realmente conectados. O universo é uma só família. Nascemos para ser uma comunidade e é assim que experimentamos o contentamento em nossa vida. É urgente a mudança da percepção do egoísmo, do gostar de ver o outro em sofrimento, do forte pisoteando no fraco, porque o desenvolvimento da consciência tem mostrado que o mal não leva ninguém a ser feliz. 

A pandemia da Covid 19 nos faz pensar que o ar nos une. Esse ar que respiramos é o mesmo para todos e esteve também em outras vidas, inclusive nas passadas. Estranho assim pensar, mas é respirando o sopro do ar que teremos vida e, sem entendermos, são os pulmões o órgão mais afetado por essa doença.  Esse vírus nos fez reinventar a vida para sobreviver, não sendo possível aglomerações. A manifestação do afeto externado nos abraços e beijos ficou reprimida, agora transmitida pelo olhar. Não mostramos mais o rosto todo porque as máscaras passaram a fazer parte de nosso vestuário. A água e sabão nunca foram tão valorizados. Essas são orientações da ciência que aceleradamente e valorosamente tem procurado o contra-ataque a esse vírus. Agora as máscaras têm um valor vital, não aquelas usadas pela sociedade que mascara a sua perversão. Mas esta que salva, que contraditoriamente veio para escancarar nossa vulnerabilidade.

A vida foi surpreendida sim por esta doença estranha. Se fabricada ou não o que interessa são as consequências dela. Será que a doença tem apenas o lado negativo, já que mudou comportamentos e valores? Quando analisamos a vida, a gente vê tanta coisa que precisa mudar, incluindo as reflexões acima citadas. Há urgência na mudança de comportamento da humanidade.

Sempre nos mimamos com coisas supérfluas, mas novos modos de viver, na relação humana, têm que ser pensados e valorizados.  A ciência faz a sua parte, está aí para ajudar na luta da volta da “normalidade” da vida; as vacinas, aceleradamente, vão cumprir o seu papel, mas não sabemos ao certo por quanto tempo.

Contudo, o que é a normalidade?

Sempre existiu uma normalização de comportamentos absurdamente egoístas, e hoje já descobrimos que esse “normal” não cabe mais. Percebemos que precisamos ser solidários, que a comunhão dos humanos talvez seja a forma mais rápida de alcançarmos um estado de paz. A vida é o bem maior, e  tem o comando de Deus, nosso criador,  como tal, exige que façamos nossas reflexões para termos consciência de como erramos. Somente com a instituição de um “novo normal”, comunitário e solidário, seremos merecedores da PÁTRIA CELESTE.  


 

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