PROJETO CASTRAÇÃO SOLIDÁRIA
Castrar não dói, abandono dói.
Desde que tomei consciência que “Castração não
dói, abandono dói”, segurei esta bandeira da castração como sendo a
solução. A zoonose da regional Oeste é a
que de direito poderia levar os animais cães e gatos para castrar. Foi inúmeras as vezes que lá estive, e sempre dentro da
cota de 3 cães ou gatos que cabiam no carro, por vez. Isto porque levava os animais de acumuladores
que por culpa do destino entraram na minha vida. Será mesmo que por destino ou
por escolha? De uns tempos para cá, o
controle da zoonose já não permitia fazer em nome de uma mesma pessoa
inscrições e levá-los para castrar.
Sentia feliz a cada ação dessas, afinal trabalhava em um turno como
professora e o restante do tempo poderia ser usado, conforme minha escolha, mas
minha cota como disseram tinha excedido.
Bem!
Foram vários anos assim e muitas, muitas castrações.
Aposentada, tive mais tempo e o que em Belo
Horizonte me incomodava, mas já estava agindo, passou a ser minha preocupação em São José da Varginha, onde tenho uma
chácara. Muitos Cães e gatos em abandono
na cidade. Logo pensei em transformar um chalé, em um centro de castrações.
Assim aconteceu, e fazia a chamada através de faixas, cartazes pregados no
comércio local. A primeira castração aconteceu em 20 de setembro de 2013. Tive
21 animais inscritos, isto porque um competente veterinário se propôs a ir com
ajudantes recebendo menos que o valor cobrado nas clínicas, afinal ele faria
mais de 20, então compensava. Aproveito para dizer que é um absurdo o preço
cobrado na maioria dos Pets!
O que aconteceu nesse ano, repetiu-se por mais
duas ou três vezes por ano daí para frente. Até que chegamos ao ponto de fazer
uma vez por mês. O centro de castração ficou conhecido na região. O profissionalismo conjugado com o valor
módico fazia sucesso. O projeto já tinha nome “Castração Solidária”, cumprindo
o papel do serviço Público que é o de oferecer castração, inclusive gratuita
aos animais.
O que se percebe, atualmente neste ano de 2021,
é uma diminuição considerável de animais abandonados já que quando castrados a
chance de adoção aumenta.
Há de se destacar o engajamento de outras
protetoras na causa. Tive conhecimento,
a partir de então, de pessoas com a mesma compaixão com o abandono de cães e
gatos. Sabemos que com a união de forças o resultado acontece.
Existiram casos e mais casos que a vida dos cães
e gatos tomaram outro rumo, a partir de
estarem castrados. Não solucionamos o problema, mas ficou tendo o
reconhecimento que castração é a solução.
O prefeito e vereadores reconhecem o projeto como um bem para a cidade,
mas esta ação é de responsabilidade de políticas públicas e não particular. O
povo precisa ter esta consciência e cobrar deles.
Temos notado que estão trazendo de outras
cidades ou de arredores animais e os deixam na cidade. É como se enxugássemos
gelos, comemoramos a diminuição da superpopulação por um tempo, mas eis que as
covardias das migrações, têm acontecido.
Fazer o quê? Penso que a educação com informações é outra etapa a ser
conjugada com a castração. O ser humano não pode desconsiderar o sentimento do
animal e considerar que quem causa dor também sofrerá dor.
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