sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Somos feitos dos mesmos elementos


 

Somos feitos dos mesmos elementos

Nós e a natureza somos feitos dos mesmos elementos e estamos interligados. Tudo tem a essência divina. Nossa ação tem efeito dominó. Estamos em total interdependência, tudo depende de tudo.

Pela nossa necessidade de entender o sentido da vida, buscamos explicações nas coisas do mundo. Nos primórdios, os mitos cumpriram essa função até que as religiões começaram a oferecer um significado do ser espiritual. Desejo de comunidade, de transcendência, de significado, é o que nos leva ao encontro de uma religião, para encontrar a face de Deus. O encontro pode ser satisfeito através da oração e da disciplina das práticas religiosas.  Existem os que dizem não seguir uma religião, mas tem em seus atos mais do que um rito religioso. Outros dizem apenas cultivar a espiritualidade. Espiritualidade essa de buscar, de conhecer e se relacionar com Deus. Se somos migrantes neste planeta, devemos procurar saber o que devemos fazer durante esta nossa jornada. 

“O que é bom mesmo nesta vida é o acordar”. Acordar para o sentido da vida e para o sentido da existência. Poucos são os que viverão ignorando o sentido da sua vida, já que ninguém vive sem ter em mente a finitude, pois o fim de uma existência é tão real quanto o seu nascimento. Isso é o que atormenta os humanos em sua onipotência.

Nesse contexto, a religião, isto é, o “religare” a Deus, poderá ajudar o sujeito a suportar as angústias de sua finitude.  Dalai Lama, ao responder qual a melhor religião, diz: “A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus do infinito.  É a que te faz melhor. E o que nos faz ser melhor? Responde: aquilo que nos faz mais compassivos, mais sensíveis, mais desapegados, mais amorosos, mais humanitários, mais responsáveis, mais éticos. A religião que conseguir isto de ti, é a melhor religião. O que realmente interessa é a conduta perante o teu semelhante, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo.” Nisso consiste o verdadeiro sentido da vida, diante da efemeridade. 

O Monge Dalai Lama   atingiu uma espiritualidade superior e deixou seu legado para os que buscam se aprimorar como seres espirituais. Taí a escolha! Cada um faz a sua, afinal a vida nos dá direito à Escolhas X Responsabilidades.  Sempre existirá o embate entre fé e razão, mas é o livre arbítrio que levará cada um à sua verdade. A minha é a certeza de que Jesus é meu mestre e o meu guia.

Questiono se algum dia teremos as respostas que atormentam a humanidade:  De onde viemos? Para onde vamos? Qual é motivo de aqui estarmos? Mesmo diante da razão, o homem não consegue respondê-las, a não ser pela sua “verdade”, muitas vezes distorcidas, muitas vezes ilusórias. Eu na minha fé desejo ter o encontro com Jesus.


 

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