Somos
feitos dos mesmos elementos
Nós e a natureza somos feitos dos mesmos elementos e estamos interligados.
Tudo tem a essência divina. Nossa ação tem efeito dominó. Estamos em total
interdependência, tudo depende de tudo.
Pela nossa necessidade de entender o sentido da
vida, buscamos explicações nas coisas do mundo. Nos primórdios, os mitos
cumpriram essa função até que as religiões começaram a oferecer um significado
do ser espiritual. Desejo de comunidade, de transcendência, de significado, é o
que nos leva ao encontro de uma religião, para encontrar a face de Deus. O
encontro pode ser satisfeito através da oração e da disciplina das práticas
religiosas. Existem os que dizem não seguir
uma religião, mas tem em seus atos mais do que um rito religioso. Outros dizem
apenas cultivar a espiritualidade. Espiritualidade essa de buscar, de conhecer
e se relacionar com Deus. Se somos migrantes neste planeta, devemos procurar
saber o que devemos fazer durante esta nossa jornada.
“O que é bom mesmo nesta vida é o acordar”. Acordar
para o sentido da vida e para o sentido da existência. Poucos são os que
viverão ignorando o sentido da sua vida, já que ninguém vive sem ter em mente a
finitude, pois o fim de uma existência é tão real quanto o seu nascimento. Isso
é o que atormenta os humanos em sua onipotência.
Nesse contexto, a religião, isto é, o “religare”
a Deus, poderá ajudar o sujeito a suportar as angústias de sua finitude. Dalai Lama, ao responder qual a melhor
religião, diz: “A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus do
infinito. É a que te faz melhor. E o que
nos faz ser melhor? Responde: aquilo que nos faz mais compassivos, mais sensíveis,
mais desapegados, mais amorosos, mais humanitários, mais responsáveis, mais
éticos. A religião que conseguir isto de ti, é a melhor religião. O que
realmente interessa é a conduta perante o teu semelhante, teu trabalho, tua
comunidade, perante o mundo.” Nisso consiste o verdadeiro sentido da vida,
diante da efemeridade.
O Monge Dalai Lama atingiu uma espiritualidade superior e
deixou seu legado para os que buscam se aprimorar como seres espirituais. Taí a
escolha! Cada um faz a sua, afinal a vida nos dá direito à Escolhas X
Responsabilidades. Sempre existirá o
embate entre fé e razão, mas é o livre arbítrio que levará cada um à sua
verdade. A minha é a certeza de que Jesus é meu mestre e o meu guia.
Questiono se algum dia teremos as respostas
que atormentam a humanidade: De onde
viemos? Para onde vamos? Qual é motivo de aqui estarmos? Mesmo diante da razão,
o homem não consegue respondê-las, a não ser pela sua “verdade”, muitas vezes
distorcidas, muitas vezes ilusórias. Eu na minha fé desejo ter o encontro com
Jesus.
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