quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Deus não pode ser mercado e dinheiro


 


 

 

Deus não pode ser mercado e dinheiro

 

O modelo neoliberal, que se impôs no mundo capitalista, deixa vulnerável e acelera a fragilização da vida humana. O desmonte do poder do Estado com suas privatizações é um suicídio. Imagina não termos o SUS, como era o que queriam.  Setores da sociedade se identificam com esta bandeira neoliberal, não se importando com o ser social.  A ganância leva à indiferença.

Está em tempo de repensar este modelo que escancarou o que é o neoliberalismo, a privatização, o aprofundamento da acumulação da riqueza, e, consequentemente, o aprofundamento da pobreza, levando o ter a sobrepor ao ser.

 Não! O Estado tem que ser democrático e socorrer a população mais pobre. Na disputa do dinheiro público em ajudar os grandes empresários como, por exemplo, a aviação, os bancos, são as pessoas mais vulneráveis que merecem o investimento público.  O modelo ideal de investimento é sim com o elemento humano e, consequentemente, suas necessidades como saneamento, transportes públicos, hospitais, universidades, investimento em pesquisas, enfim uma série de setores impossíveis de serem citados na totalidade.

É bom repensar e compreender que a prática da solidariedade tem que ser incondicional, mesmo com toda diversidade, aceitando quem não faz parte do seu grupo. A estrutura da sociedade tem que ser com mais justiça social. A solidariedade tem de ser um bem comum, não apenas com aquele que “parece e pensa como Eu”.

Na contramão da globalização que desumaniza o papa Francisco diz que devemos globalizar a solidariedade pois o que vemos é ”globalização da indiferença”.

A política da esquerda sempre teve o interesse geral em detrimento ao interesse individual.  Já a política da direita assim nunca a concebeu. A privatização, o Estado mínimo, não funciona bem e agora isso ficou escancarado com esta pandemia.

 “A cada um é dado o que é de direito, mas a todos o necessário”.  O Estado assim teria este como um bom modelo de organização da sociedade.  O ser que trabalha, seu esforço lhe dá um direito maior, no entanto a todos, mesmo os que nada produzem, deve ser dado o mínimo que lhe baste para sobreviver. Isto levando em conta fatores como saúde que pode comprometer o exercício do trabalho. Bem, cada caso é um caso, o ditado “colhe-se o que planta” é bíblico.

Sempre tivemos pensadores, filósofos que buscaram analisar a relação de convívio entre si e buscaram o ideal, ou seja, a melhor forma de distribuição do resultado da produção humana. O mundo tem vários modelos e eis uma síntese de algumas e suas práticas. 

Capitalismo – sistema político em expansão depois da revolução industrial em que existe pouca intervenção dos preços e salários que são definidos pelo movimento do mercado econômico.  Existem classes sociais diferentes e acentuadas desigualdades sociais.

Socialismo - sistema político onde há intervenção do Estado na economia e na produção e nos salários, buscando o que se parece impossível uma divisão sem classes.

Neoliberalismo – sistema político de ideias capitalistas que defende a não participação do Estado na economia, no mercado do trabalho, sendo favorável à política de privatização, ou seja, o Estado mínimo.

Comunismo – Sistema político com várias nuances, podendo ser a concentração de poder na mão do Estado com negação do conceito de propriedade privada do capital ou até mesmo a propriedade coletiva dos meios de produção. Pretendendo uma sociedade igualitária.

Anarquismo – sistema político que se opõe a todo o tipo de hierarquia e dominação, sua principal característica é não acreditar em nenhuma forma de dominação.

Estamos vivendo tempos diferentes e nenhum modelo parece ser o almejado. Porque a Transformação passa pela transformação do ser humano, para que se viva com contribuições solidárias e com efetiva implementação de acertados investimentos do governo. 

A ideia tem que sair de perceber o individual para a consciência maior, passando a tomar consciência do outro e de forma mais ampliada.  Ter a Consciência do mundo, o espírito do mundo, perceber primeiro nós mesmo, depois o outro e chegar até todos, à Sociedade. No entanto, nada adiantará ao novo homem e à nova mulher transformados para melhor, se a escolha delega poderes para aqueles que vão contra a esses valores. 

Portanto, são inaceitáveis as condutas de quem está com as rédeas nas mãos, deixando o país à deriva, o povo ao abandono. O ser humano transformado assume a responsabilidade de suas escolhas no campo político, cobrando de seus governantes atitudes humanitárias e condizentes com a democracia.

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