Deus
não pode ser mercado e dinheiro
O
modelo neoliberal, que se impôs no mundo capitalista, deixa vulnerável e
acelera a fragilização da vida humana. O desmonte do poder do Estado com suas
privatizações é um suicídio. Imagina não termos o SUS, como era o que
queriam. Setores da sociedade se
identificam com esta bandeira neoliberal, não se importando com o ser
social. A ganância leva à indiferença.
Está
em tempo de repensar este modelo que escancarou o que é o neoliberalismo, a
privatização, o aprofundamento da acumulação da riqueza, e, consequentemente, o
aprofundamento da pobreza, levando o ter a sobrepor ao ser.
Não! O Estado tem que ser democrático e
socorrer a população mais pobre. Na disputa do dinheiro público em ajudar os
grandes empresários como, por exemplo, a aviação, os bancos, são as pessoas
mais vulneráveis que merecem o investimento público. O modelo ideal de investimento é sim com o
elemento humano e, consequentemente, suas necessidades como saneamento,
transportes públicos, hospitais, universidades, investimento em pesquisas,
enfim uma série de setores impossíveis de serem citados na totalidade.
É
bom repensar e compreender que a prática da solidariedade tem que ser
incondicional, mesmo com toda diversidade, aceitando quem não faz parte do seu
grupo. A estrutura da sociedade tem que ser com mais justiça social. A
solidariedade tem de ser um bem comum, não apenas com aquele que “parece e
pensa como Eu”.
Na
contramão da globalização que desumaniza o papa Francisco diz que devemos
globalizar a solidariedade pois o que vemos é ”globalização da indiferença”.
A
política da esquerda sempre teve o interesse geral em detrimento ao interesse
individual. Já a política da direita
assim nunca a concebeu. A privatização, o Estado mínimo, não funciona bem e
agora isso ficou escancarado com esta pandemia.
“A cada um é dado o que é de direito, mas a
todos o necessário”. O Estado assim
teria este como um bom modelo de organização da sociedade. O ser que trabalha, seu esforço lhe dá um
direito maior, no entanto a todos, mesmo os que nada produzem, deve ser dado o
mínimo que lhe baste para sobreviver. Isto levando em conta fatores como saúde
que pode comprometer o exercício do trabalho. Bem, cada caso é um caso, o
ditado “colhe-se o que planta” é bíblico.
Sempre
tivemos pensadores, filósofos que buscaram analisar a relação de convívio entre
si e buscaram o ideal, ou seja, a melhor forma de distribuição do resultado da
produção humana. O mundo tem vários modelos e eis uma síntese de algumas e suas
práticas.
Capitalismo
– sistema político em expansão depois da revolução industrial em que existe
pouca intervenção dos preços e salários que são definidos pelo movimento do
mercado econômico. Existem classes
sociais diferentes e acentuadas desigualdades sociais.
Socialismo
- sistema político onde há intervenção do Estado na economia e na produção e
nos salários, buscando o que se parece impossível uma divisão sem classes.
Neoliberalismo
– sistema político de ideias capitalistas que defende a não participação do
Estado na economia, no mercado do trabalho, sendo favorável à política de
privatização, ou seja, o Estado mínimo.
Comunismo
– Sistema político com várias nuances, podendo ser a concentração de poder na
mão do Estado com negação do conceito de propriedade privada do capital ou até
mesmo a propriedade coletiva dos meios de produção. Pretendendo uma sociedade
igualitária.
Anarquismo
– sistema político que se opõe a todo o tipo de hierarquia e dominação, sua
principal característica é não acreditar em nenhuma forma de dominação.
Estamos
vivendo tempos diferentes e nenhum modelo parece ser o almejado. Porque a
Transformação passa pela transformação do ser humano, para que se viva com
contribuições solidárias e com efetiva implementação de acertados investimentos
do governo.
A
ideia tem que sair de perceber o individual para a consciência maior, passando
a tomar consciência do outro e de forma mais ampliada. Ter a Consciência do mundo, o espírito do
mundo, perceber primeiro nós mesmo, depois o outro e chegar até todos, à
Sociedade. No entanto, nada adiantará ao novo homem e à nova mulher
transformados para melhor, se a escolha delega poderes para aqueles que vão
contra a esses valores.
Portanto,
são inaceitáveis as condutas de quem está com as rédeas nas mãos, deixando o
país à deriva, o povo ao abandono. O ser humano transformado assume a
responsabilidade de suas escolhas no campo político, cobrando de seus
governantes atitudes humanitárias e condizentes com a democracia.
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